Autódromo Ayrton Senna – Goiânia
Autódromo Ayrton Senna – Goiânia
O Autódromo Internacional de Goiânia (desde 1989, Autódromo Ayrton Senna), 52 anos, foi criado com um excelente DNA. O projeto do arquiteto Silas Varizo, com a colaboração do então piloto de avião e de automobilismo Marcos Veiga Jardim, tinha como consultor técnico Emerson Fittipaldi, caminhando para seu primeiro título mundial na Fórmula 1. As obras iniciadas em 1972 foram concluídas em 1974, o ano do bicampeonato de Emerson.
Marcos Veiga Jardim dá seu nome, hoje, a um parque de 66 mil metros quadrados, atrás do autódromo, inaugurado em 2016 com dezenas de espaços de lazer para a população goianiense.
As três primeiras corridas do Mundial de Motociclismo disputadas no Brasil nos anos de 1987, 1988 e 1989 marcaram definitivamente a história do autódromo. O traçado se mostrou excelente para as provas de moto.
Em 1987, o pódio de Goiânia teve 1 – Wayne Gardner (Honda), 2 – Eddie Lawson (Yamaha) e 3 – Randy Mamola (Yamaha). Em 1988, 1 – Eddie Lawson (Yamaha), 2 – Wayne Gardner (Honda) e 3 – Kevin Schwantz (Suzuki) e em 1989, 1 – Kevin Schwantz (Suzuki), 2 -Eddie Lawson (Honda) e 3 – Wayne Rainey (Yamaha). As três corridas contaram com arquibancadas lotadas e muita vibração do público.
O autódromo conta com dois traçados diferentes. O principal, onde será realizado o GP do Brasil de Motovelocidade, tem 3,835 km. Só a reta dos boxes mede 994 metros, dando chance de quebra de recorde de velocidade da categoria. São 14 curvas, 9 para a direita e 5 para a esquerda. O circuito externo mede 2,5 km. Em relação ao traçado original, a atual reforma alterou o trecho entre as curvas 11 e 12 para aumentar a segurança. Foi a única modificação.
Goiânia fez parte do primeiro calendário da história da Stock Car. Posteriormente, a pista ficou 13 anos sem receber a categoria, mas após a reforma realizada em 2012 a categoria retornou ao calendário em 2014. Fórmula Truck, Nascar Brasil, Porsche Endurance, entre outras categorias, utilizam o circuito em suas provas anuais.